Quando fui contratado pelo Esporte Clube Pinheiros, no começo de 2009, eu tinha a missão de introduzir a alta gastronomia no clube. Quase 5 meses depois da inauguração do “O Ponto”, hoje os associados do clube já pensam em ir ao clube somente para comer. O restaurante agradou em cheio e hoje eu já sou chamado para alguns bate-papos nas alamedas do clube para alguns elogios (obviamente alguns palpites também). Agora, além do Ponto, eu tenho outros projetos na área de restaurantes, e um deles é comandar a cozinha dos grandes eventos do clube. No último sábado comandei a primeira grande festa, A Noite Italiana, com jantar para 700 pessoas. Cozinhar para essa quantidade de gente é uma loucura, uma verdadeira operação de guerra. O cardápio tem que ser feito com o máximo de qualidade sem esquecer que será realizado por mão de obra que não conhecemos. As horas que antecederam o início do jantar foram de muita apreensão. A cozinha parecia um formigueiro humano. Porchettas a romana pro forno, fatiar o pernil de cordeiro, finalizar o ragu a la bolognaise (depois mando a receita) que estava cozinhando há 12 horas, olhar se a consistência da panna cotta está boa, ufa... Quando tudo começa, a tranquilidade vai chegando, na medida que os convidados começam a comer e os primeiros olhares de satisfação vão aparecendo. Foi um desafio e tanto. Na verdade foi apenas uma preliminar do próximo jantar, que será no dia 19 de setembro, aniversário de 110 anos do Pinheiros. O número de convidados? Só 1.300 pessoas... Abraços, Marcelo Giachini
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